domingo, 29 de abril de 2018

Buda Purnima - Festival Wesak


“Quando Buda sentou-se debaixo da árvore, depois da iluminação que revelou-lhe as ‘Quatro Nobre Verdades’, grupos de incrédulos zombaram e insultaram-no. Seus discípulos, furiosos, pediam: ‘Senhor, dê-nos permissão para acabarmos com a insolência e ignorância destes difamadores!’ Mas Buda apenas sorriu diante da ira deles: ‘Queridos, não sabem quanta satisfação eles obtêm desse exercício? Vocês obtêm satisfação adorando-me. Eles obtêm satisfação lançando-me insultos. De vocês, flui reverência. Deles, fluem provocações e recebem satisfação idêntica. Controlem-se; não odeiem nada, este é o ensinamento.”


(Bhagavan Sri Sathya Sai Baba)

Hoje, lua cheia de Touro, comemora-se o Buda Purnima (Festival de Wesak ou Festival de Buda), a celebração máxima do budismo, que marca nascimento, iluminação e morte do príncipe Gautama.

É uma data que deveria ser louvada por todos os buscadores espirituais, não somente budistas. Segundo as tradições esotéricas, nessa data um imenso portal interdimensional se abre à humanidade, e Buda expande sua luz para todo o planeta.

Momento de reflexão, de mergulho interno, de conexão com a paz interior. Momento de descobrirmos nosso Buda interno, compreendendo que Buda, Jesus, Sathya Sai Baba vivem dentro de nós, pois todos somos UM.

O Avatar Sathya Sai Baba, em seu ecumenismo, festejava e louvava igualmente todos os mestres que vieram à Terra trazer mensagens de amor e de expansão da consciência. Meditemos nas suas sábias e eternas palavras.

Sai Baba e Buda


"O homem realiza sacrifícios e rituais sem perceber a divindade inata de todos os seres. Enquanto viajava de um lugar para outro, Buda encontrou certa vez com um grupo de pessoas em uma aldeia que realizava um ritual de sacrifício. Este sacrifício requeria a matança de animais. Buda protestou. Ele lhes disse que o Deus onipresente era o morador interno de todos os seres vivos. Então, era inadequado sacrificar os seres vivos. As pessoas que realizavam o ritual disseram que os animais sacrificados atingiriam a liberação. Buda riu disto e disse: "Vocês querem dar liberação a estes animais que não a desejaram! Por que não aplicam o mesmo princípio e dão a liberação a todos estes homens que estão ansiando por ela? Eu não aceito seu argumento que estes animais sacrificiais atingirão a liberação. Qual Upanishad ou Veda recomenda o sacrifício animal? Como podem pensar na liberação de qualquer pessoa quando um animal é morto? Isto é falsidade total. Este animal não expressou nenhum desejo pela liberação. Mas sua mãe, pai, esposa, filhos, parentes e muitos outros desejam liberação. Por que vocês não os sacrificam e realizam o desejo deles? Na realidade, por que não começam por vocês mesmos? Ninguém pode atingir a liberação através da violência contra os seres vivos. Este é o pior dos pecados". Desta maneira, Buda propagou o princípio da não-violência. O amor, que é inerente em seres humanos, também está presente em pássaros e animais. Compartilhem seu amor com pássaros, animais e seus semelhantes. O amor absoluto é a verdadeira liberação. Para a liberação, vocês não precisam ir a qualquer lugar. Ela não está lá em algum lugar distante. O amor puro confere a liberação. O esforço de vocês deve ser atingir este amor universal."

"Buda alcançou a visão do Atma. Verdadeiramente falando, Buda não é apenas um indivíduo. Todos vocês são Budas. Você verá a unidade em todo lugar depois de entender essa verdade."

"Certa vez, alguns aspirantes se aproximaram de Buda e perguntaram se Ele tinha consciência de Deus. Buda permaneceu em silêncio. Mais tarde, Ele chamou um de Seus discípulos e lhe disse: “Filho, não há sentido em debater e argumentar sobre o desconhecido. Não se ocupe de tais questões. A Divindade não é perceptível. Ela está além da percepção humana e fora do alcance da mente ou da fala. Antes de tudo, siga a verdade e aja corretamente. Leve uma vida de não-violência. Esta é a verdadeira disciplina espiritual”.

"A oração budista deve ser adequadamente entendida. Quando os budistas dizem 'Buddham sharanam gachchaami, Dharmam sharanam gachchaami, Sangham sharanam gachchaami', o verdadeiro significado da oração é: você deve conduzir sua mente em direção à retidão. E a retidão deveria ser buscada servindo à sociedade. Quando isso é feito, a sociedade é purificada."

"Buda, Jesus Cristo, Shankaracharya, Vivekananda e muitos grandes santos e devotos do Senhor são apreciados na memória das pessoas até hoje. Que qualidade os fez memoráveis para todos os tempos vindouros? Foi seu caráter. As qualidades que compõem um caráter impecável são: amor, paciência, tolerância, firmeza e caridade. Estes devem ser reverenciados. O caráter é a fragrância da flor da vida; ele dá valor e mérito à vida. As cem pequenas ações que nos permitimos a cada dia cristalizam-se em hábitos; esses hábitos modelam a inteligência e moldam nossa visão e vida. Tudo o que tecemos em nossa imaginação, buscamos em nossos ideais e ansiamos em nossas aspirações, deixam uma marca indelével na mente. Poetas, pintores, artistas e cientistas podem ser grandes, cada um em seu próprio campo, mas sem caráter, eles não podem ter reputação na sociedade." 

"Buda experimentou a unidade de toda a criação. Houve Nele transformação total uma vez que alcançou a visão de Ekatma (unidade do Atma). Ele percebeu que todas as relações mundanas eram falsas. Ele transcendeu a consciência corporal. É por isso que ganhou o título de Buda (o iluminado)." 

"Nenhum Avatar (Encarnação Divina) está livre da calúnia. Mesmo o Senhor Buda precisou enfrentar a crítica de seus contemporâneos. Isso não é, de forma alguma, incomum na vida de um Avatar. Todas as causas boas também sofrem críticas. A paz e o bem resultam do trabalho dos Avatares, apesar desses ataques e impedimentos. É a qualidade dos grandes homens enfrentar obstáculos e oposição com coragem e calma. Não é fácil entender as motivações internas dos grandes homens ou os motivos e as ações dos Avatares. O princípio dos Avatares é incompreensivelmente magnífico. Comparada a ele, a capacidade do homem comum é insignificante. Como pode o átomo compreender o infinito? Pode uma formiga medir a profundidade do oceano? Impossível! Do mesmo modo, a natureza da Divindade também está além da compreensão humana."

Podemos nos sintonizar nessa energia através de mantras, preces e cânticos. O poderoso mantra budista Om Mani Padmi Hum (da lama nasce a flor de lótus), significa que recebemos a jóia da consciência divina no centro do nosso chakra da coroa(o Lótus é o chakra).

Para ouvi-lo e entoá-lo, acesse o link:




FELIZ WESAK!

terça-feira, 24 de abril de 2018

Mahasamadhi - 7 anos

Sai Baba - 23.11.1926 - 24.04.2011

"Meu amor é sua maior riqueza e boa fortuna. Este é Meu maior presente a você. Cuide bem deste precioso presente. Esta é Minha bênção a você neste dia. Viva com a firme convicção de que existe uma Divindade residente em todos. Que todos tenham devoção constante e vida sagrada, longa e feliz! Que todas as suas dificuldades sejam removidas! Que você experimente uma bem-aventurança absoluta! Que você tenha tudo isso!” - Bhagavan Sri Sathya Sai Baba

No dia 24 de março de 2011 a comunidade Sai recebeu o comunicado que todos temíamos... o único comunicado que não desejávamos receber: o da tua partida deste mundo terreno. Foi uma comoção. Por mais que todos nós tentássemos nos libertar da tua forma física, Swami, era confortador poder olhar para ti como um ser encarnado entre nós, um de nós, circulando entre nós, falando conosco, distribuindo bênçãos físicas e suprafísicas. 

Para mim, era sempre maravilhoso poder voar até teus pés, na amada Índia, e constatar que estavas ali, em carne, osso, espírito e magnitude, com aquela energia amorosa sobrenatural, absolutamente abrangente, a nos acolher como uma mãezona num gigantesco colo onde todos nós nos abrigávamos, independentemente das nossas falhas, das nossas nacionalidades, crenças, diferenças... uma supermãe a nos afagar, a nos consolar, a nos impulsionar... sempre para dentro de nós mesmos.

Dizias que procurássemos não olhar para ti como um ser físico, mas como Luz. No entanto, frequentemente esquecíamos desse conselho, e tentávamos nos segurar na tua forma física. Como a mais paciente das mães falavas, explicavas, repetias... mas a maioria de nós ainda parecia não conseguir se desapegar do Swami encarnado.

Creio que a tua partida inesperada foi justamente para cortar esse laço de apego que tínhamos. Uma sacudida divina, para evitar que sedimentássemos a dependência de Ti como ser físico. 

Sentir-se órfão é muitas vezes o melhor estímulo para alcançar internamente a própria força, o próprio poder. E o autêntico Mestre, o verdadeiro Sad Guru é aquele que trabalha não para arrebanhar devotos e multidões de seguidores cegos, mas aquele que luta incansavelmente pela nossa independência, pela nossa própria iluminação. E como lutaste, querido Sai!

Mesmo assim, para mim foi duro, Swami. Nem eu mesma sabia do meu grande apego à tua forma até aquele momento da tua partida. Até hoje tento aprender a lição. Aspirante espiritual que sou, buscadora do autoconhecimento, sigo tropeçando e levantando, numa busca de mim mesma. 

Buscar-me é buscar-Te. 

Com meu amor imperfeito, agradeço, com um poema.




Fosse eu tão erudita e culta
e de cor tivesse em mente
os dicionários de todas as línguas,
mesmo assim, como conseguiria
expressar Teu esplendor?
És o Atma do Universo,
a essência de tudo o que há, que foi, que é.
Nessa essência eu me dissolvo
tentando refazer-me a cada dia

à luz do Teu Divino olhar.