quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Festival de Navaratri

"As deusas Durga, Lakshmi e Sarasvati habitam o coração humano. Elas representam os três tipos de potências no homem: o poder da vontade, o poder da ação intencional e o poder do discernimento. O que a pessoa deveria fazer durante esses dez dias do sagrado Festival de Navaratri? Converter seu poder da vontade numa aspiração por Deus, converter seu poder da ação intencional numa força para realizar ações Divinas e converter seu poder do discernimento no próprio Divino." (Sathya Sai Baba)

Este ano, o Festival conhecido no Hinduísmo como Dasara ou Navarathri ocorrerá a partir do dia 13 até o dia 21 de outubro.

Gostamos de marcar neste blog os festivais do Hinduísmo não para simplesmente louvar o Hinduísmo, pois Sai Baba é um mestre universal e, como tal, sempre nos ensinou o respeito a todas as religiões. O Hinduísmo, entretanto, quando analisado com maior profundidade, não deve ser considerado uma religião; faz parte dos Vedas e traduz ensinamentos universais, que deram origem às religiões do mundo. Uma vez compreendidos os símbolos desses ensinamentos, podemos agregá-los a qualquer religião que sigamos. São símbolos arquetípicos que fazem parte da natureza humana.

Diz Sathya Sai: "Os Bharatiyas (indianos) têm celebrado o festival Navaratri desde tempos remotos como uma forma de venerar Devi, o Divino, como mãe".

O Festival de Navaratri celebra a vitória das forças positivas do universo, através do poder feminimo (Shakti). Shakti, a Divina Mãe, é o poder divino em ação na Natureza. É ela que coloca o universo em movimento. Esse poder se manifesta de forma tripla, como Durga, Lakshmi e Saraswati.

Navaratri significa, literalmente: nove noites. Os 
três primeiros dias são dedicados ao louvor e adoração do aspecto Durga; os três dias seguintes são consagrados ao aspecto Lakshmi e os três últimos dias são oferecidos ao aspecto Saraswati.


Durga, Laksmi e Saraswati, com sua potente energia transformadora, foram capazes de vencer o ego, derrotando os seis inimigos do homem, instalados em sua própria consciência interna. São eles: 1) a sensualidade, a luxúria; 2) o rancor, a animosidade; 3) a ambição, a avidez; 4) o apego; 5) o orgulho, a soberba e 6) o ciúme, a malícia.

Assim, nos três primeiros dias, devemos invocar Durga (nosso poder interno), pedindo-lhe força para destruir nossas tendências negativas. Nos três dias seguintes, invocamos Lakshmi, que significa glorificar nossa riqueza divina interior (a riqueza aparente de Lakshmi é o reflexo e a consequência natural do seu tesouro interno. Para o Hinduísmo, não é pecado possuir bens materiais, pois tudo é divino). Finalmente, nas três últimas noites, invocamos Saraswati, o aspecto da divindade que incorpora o Conhecimento, a Iluminação, a Verdade Suprema. Ou seja, vencendo o poderio do ego, adquire-se riqueza espiritual para, enfim, chegar ao Conhecimento da Verdade.

O décimo dia do Festival é chamado Vijaya Dashami (festa da vitória), celebrando o clímax, a iluminação, o renascimento espiritual.

"A suprema Shakti se manifesta na forma de Durga, Lakshmi e Saraswati. Durga nos dá energia física, mental e espiritual. Lakshmi nos concede riqueza - não apenas dinheiro, mas riqueza intelectual, a riqueza de caráter, bondade e saúde. Saúde também é riqueza! Saraswati nos concede inteligência, capacidade de investigação intelectual e poder de discernimento. Assim, o festival Navaratri (nove noites) é celebrado a fim de proclamar ao mundo o poder da Mãe Divina. Sua própria mãe é a combinação de todos esses seres Divinos. Ela fornece energia, riqueza e inteligência. Ela sempre quer o seu progresso na vida e, portanto, representa todas as três deusas. Reconhecendo-a como a própria encarnação de todas as forças divinas, deve-se mostrar reverência a ela e tratá-la com amor. Essa é a verdadeira mensagem que o festival Navaratri nos dá.” (Sathya Sai Baba)

Mantras para Durga:

https://www.youtube.com/watch?v=XWeTG-cT6GE





segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sai Baba e a Árvore

Krishna recostado na árvore banyan
Hoje, no Dia da Árvore, não podemos esquecer Aquele que tantos exemplos nos deixou de suprema compaixão por todos os reinos, inclusive o vegetal. 

Relembramos o Sai Baba jovem, debaixo daquela que iria depois ser conhecida como a "árvore dos desejos", satisfazendo o desejo das crianças de Puttaparthi e, ao mesmo tempo, demonstrando para elas o Seu magnífico poder sobre a matéria: as crianças escolhiam a fruta e Ele a colhia da árvore, à sombra da qual brincavam e descansavam. Mangas, maçãs, peras, uvas... todas materializadas pelo poder do Avatar, para espanto dos meninos e assombro dos aldeões.

O respeito às árvores, bem como ao meio ambiente como um todo, faz parte dos valores humanos que o homem está esquecendo e que Sathya Sai veio para resgatar. O que somos nós sem as árvores? Que tremenda inconsciência é essa que nos leva a devastar o que realmente importa, o que realmente nos dá vida, o que realmente é essencial? 

Que o Avatar nos ajude e nos impulsione a uma nova consciência de preservação, porque preservar é amar!

Pensamentos de Sathya Sai Baba, escolhidos para representar o Dia da Árvore:
  • “A natureza é uma grande pregadora de verdades espirituais. Por exemplo: considere uma árvore. Ela suporta calor e chuva, verão e inverno, e todo o dano que lhe é causado. Ela oferece sombra e frutos a quem dela se aproxima. Ela não tem sentimento algum de ódio, ou vingança, para aqueles que lhe causam danos. Ela não espera retorno algum daqueles que se beneficiam dela. Todo mundo deveria aprender com a árvore essa lição de serviço abnegado e paciência.”  
  • "A árvore é uma extensão ampla de folha e flor, fruto e verde. Ela é um sistema extenso de tronco, galhos e pequenos ramos. Tudo isso se originou de uma única semente minúscula! De forma semelhante, contemple, por um instante, a magnífica abundância da vida, em toda sua rica variedade: o forte e o fraco, o caçador e a presa, o aflito e o enlevado - toda esta variedade infinita de seres criados se originou da semente da Divindade, e tem em sua essência a semente da Divindade. Quando você visualiza essa Divindade Imanente, torna-se humilde, sábio e pleno de amor." 
  • "Devemos ter consciência do valor relativo das coisas, o discernimento entre o real e o relativamente real. Os dons da razão e da consciência não devem ser desperdiçados por negligência. Sua história não deve ser uma repetição daquela do lenhador que recebeu uma enorme floresta de sândalo como recompensa mas que, por pura ignorância do valor das árvores, queimou-as e vendeu-as como sacos de carvão! Você ignora a Divindade que realmente é e desperdiça a oportunidade de revelá-la."

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Feliz Ganesh Chaturthi

OM GAM GANAPATAYE NAMAH!

17 de setembro - Comemoração do Festival de Ganesha.

Palavras de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba:

"O que significa o termo Ganapathi? Ga significa intelecto (Buddhi). Na significa Sabedoria (Vijnaana). Ganapathi significa o Senhor do intelecto e da sabedoria. Ele também é o Senhor de todas Ganas (entidades espirituais). Ganas também simbolizam os sentidos. Ganapathi é, portanto, o Senhor dos sentidos. Por isso, neste festival Ganapathi, você deve purificar sua mente e oferecê-la a Ele. É somente quando se é puro que a inteligência floresce. É somente com o florescimento da inteligência que Siddhi (a meta espiritual) é atingida. Vinayaka preside Buddhi e Siddhi (intelecto e realização espiritual). Siddhi significa a realização da Sabedoria. É por isso que as escrituras dizem que Siddhi e Buddhi são as consortes de Vinayaka, e Kshema (bem-estar) e Ananda (bem-aventurança) são seus dois filhos."

Acesse nossa página "Festivais" e saiba mais sobre a profundidade do símbolo Ganesha.

Mantras para Ganesha:

domingo, 30 de agosto de 2015

Feliz Dia de Krishna


"A mensagem da vida do Senhor Sri Krishna é a supremacia do Princípio do Amor. Esta mensagem é tudo aquilo que o mundo precisa. Krishna é a encarnação do Amor. Este amor pode ser entendido somente através do amor. Ele é forte, brilhante e inquebrantável, como um diamante. É extremamente precioso. Se você quiser assegurar tal amor Divino, seu amor por Deus deve ser igualmente forte, porque você só pode cortar um diamante com outro diamante. O amor gera amor. O ódio só pode gerar ódio. Portanto, se quer nutrir o amor, você tem que se livrar do ódio, da inveja e da raiva."

(Bhagavan Sri Sathya Sai Baba)

O Festival de Krishna (Krishna Janmashtami), festa móvel marcada pelo calendário lunar, cairá este ano no sábado 5 de setembro.

Quem foi Krishna? Segundo a tradição hindu, o Avatar Krishna nasceu em Mathura, na Índia, no ano 3227 AC. Antes do nascimento de Krishna, a Índia estava sob o jugo de diferentes demônios disfarçados em reis. Nesse tempo, uma divindade conhecida como Bhumi foi até o Senhor Brahma e contou-Lhe dos estragos e calamidades provocados pelos reis adharmicos. Foi então que a face Suprema da Personalidade de Deus, Vishnu, o Preservador, revelou sua própria descida à Terra, nascendo como Krishna, revelando-se logo aos pais, Devaki e Vasudeva, como Vishnu.

“Quando o declínio alcança o dharma estabelecido, Eu, deixando o estado nirakara (infinito), encarno como narakara (finito). A fim de reviver e proteger os bons e, mais ainda, a fim de salvar do medo aquele que é bom, Eu encarno.”(Krishna)

Acesse nossa página "Festivais" e leia mais sobre Krishna.

Govinda Hare, Gopala Hare (saudação a Govinda e Gopala, nomes de Krishna):

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Mantra Gayatri


"Lembrem-se: o Gayatri é um tesouro que devem guardar por toda a vida. Nunca o abandonem. Podem esquecer ou ignorar qualquer outro Mantra, mas devem recitar o Gayatri pelo menos três vezes ao dia. Ele os protegerá do mal onde quer que estejam, portanto, não o negligenciem.”

(Sathya Sai Baba)



OM! BHUR BHUVAH SWAH
TAT SAVITUR VARENYAM
BHARGO DEVASYA DHIMAHI
DHIYO YO NAH PRACHODAYAT

TRADUÇÃO: OM! Meditamos sobre o esplendor espiritual da Suprema Realidade Divina, a fonte das esferas física, astral e causal da existência! Que esse Supremo Ser Divino ilumine nosso intelecto para que possamos perceber a Suprema Verdade!

Outra tradução possível seria: Ó Mãe Divina! Contemplamos a Tua Luz que ilumina os três mundos: físico, astral e causal. Rogamos a Ti que ilumines nosso intelecto e disperses nossa ignorância, assim como a esplendorosa luz do sol dispersa toda a escuridão!

O Gayatri é uma elaboração do Mantra OM, a sílaba sagrada que encerra em si todo o mistério da Criação. É considerado a oração mais antiga de toda a humanidade, a própria essência do Vedas (as antigas escrituras sagradas da Índia, cujos ensinamentos Sai Baba afirma que pertencem a toda a humanidade e não apenas a um povo ou época em particular). Assim sendo, o Gayatri é uma prece universal que pode ser recitada por todos os povos, de qualquer cultura, sem distinção de sexo, raça, cor ou credo.

O Gayatri é associado a uma Deusa, uma Mãe Divina, a Deusa Gayatri. Na tradição hindu, o aspecto feminino ou maternal de Deus representa a energia divina atuante no plano da existência. Nesse caso: a Luz. Ao cantar o Gayatri, o aspirante espiritual manifesta seu louvor a Deus como a Luz da Vida, a Mãe Divina que tudo provê, convidando sua mente a contemplar o esplendor dessa Luz, e pedindo para que essa luz ilumine seu intelecto, a fim de que possa vislumbrar a unidade por trás de toda a aparente multiplicidade do mundo.

Sai Baba nos recomenda que entoemos o Gayatri com respeito e devoção, concentrados no significado de cada palavra, e do Mantra como um todo. A recitação deve ser lenta o suficiente para que se ouça claramente cada palavra.
O Gayatri é, assim, o Mantra por excelência, e a sua repetição constante atrair a Luz Divina para dentro de nós e à nossa volta, protegendo-nos, afastando todo o mal.

Pode-se recitá-lo por pelo menos nove vezes: três vezes pela manhã, ao nascer do sol, ao meio-dia e ao pôr-do-sol, compondo um ritual diário de purificação. Após cada recitação, Baba recomenda que entoemos OM SHANTI, SHANTI, SHANTIHI, invocando paz (Shanti) para os nossos três corpos: físico, astral e causal.

Entoar o Gayatri às refeições purifica o alimento de quaisquer vibrações negativas. Também se aconselha entoá-lo durante o banho, purificando a mente ao mesmo tempo que se limpa o corpo físico.

Ouça o Gayatri na voz de Sathya Sai Baba acessando o link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=0UNfKe32Dns

sexta-feira, 19 de junho de 2015

O Mantra OM

"O som é o primeiro atributo de Deus. Os cânticos dos Vedas constituem Deus na forma do som e são altamente potentes. Mesmo se você não puder cantar os Vedas, a simples escuta da recitação dos Vedas é capaz de purificar sua mente e elevá-la a um nível mais alto." - Bhagavan Sri Sathya Sai Baba

O Sagrado OM

OM é o mantra criador universal, a fonte de todo o som. Todos os sons conhecidos, todas as linguagens faladas derivam do OM, o verbo primordial. Sai Baba diz:

“Repita o OM, lentamente, contemplando seu vasto potencial. O A emerge da garganta; o U rola sobre a língua; e o M termina nos lábios. O OM, que é composto de A-U-M, é a soma e a substância de todas as palavras que podem emanar da língua humana. É o som fundamental e primordial, e simboliza o Absoluto (Deus). Após o M, segue-se uma ressonância inaudível que representa o Abstrato, destituído de formas ou atributos, o Nirakha Parabrahman (Supremo Deus sem Forma). A voz ascendente do Pranava ou OM deve assumir uma curva no M e descer tão lentamente quanto subiu, durante um tempo igual àquele de quando se elevou, desaparecendo, então, no silêncio que ecoa na interna consciência."

Entoar o OM confere paz, lucidez, criatividade. Deixá-lo tocando preenche o ambiente com vibrações puras.

Acesse e escute: https://www.youtube.com/watch?v=YXWUQKLTo9U


terça-feira, 5 de maio de 2015

Sai Baba e a Mente


  • A primeira prática espiritual que se deve adotar é o cultivo do silêncio interior, para acabar com o diálogo ininterrupto com a mente. Deixe a mente descansar durante algum tempo. Não projete nela detalhes irrelevantes, ou a polua com emanações de inveja e avareza. Cada idéia que acolhemos, tanto boa quanto ruim, fica impressa na mente. Um elemento de fraqueza e inconstância é, assim, introduzido na mente. Mantenha a mente calma e limpa. Não a agite, todo momento, por meio de seu diálogo incessante. 
  • Quando a mente é pura, altruísta e inabalável, o Divino Se manifesta em toda Sua pureza e em toda Sua plenitude. Por causa da contaminação da sua mente, através da obsessão por objetos externos variados, o homem de hoje é incapaz de experimentar o Divino, que está presente nele. 
  • Hoje em dia, toda disciplina espiritual está sendo feita pela mente. Enquanto a mente controlar os exercícios espirituais, a meta da auto-realização não pode ser atingida. A mente é como um ladrão que não se permitirá ser capturado. De nada serve contar com a mente para compreender a sua verdadeira natureza. Quando a visão está centrada em sua verdadeira natureza, a mente desaparece por si mesma. 
  • Aquele que subjugou a mente será o mesmo em bons e maus momentos. Tristeza e alegria são apenas alterações da mente. É somente quando a mente está associada aos sentidos e ao corpo que ela é afetada. Os impulsos e os desejos devem ser sublimados para que se possa atingir o domínio sobre a mente. O desejo excita a mente e a faz precipitar-se em direção aos sentidos. Não basta dominar apenas um sentido, todos devem ser completamente dominados. 
  • É a mente que condiciona o corpo. A mente é um instrumento pelo qual alguém pode se arruinar ou se libertar. A mente deve se tornar a serva do intelecto, e não a escrava dos sentidos. 
  • O corpo é uma carruagem. O cocheiro é o princípio do intelecto. Os sentidos são os cavalos. A mente representa as rédeas que regulam e detêm os cavalos. Quando a mente vacila e vagueia, não tendo estabilidade de propósito, os cavalos produzem confusão, colocando em perigo até mesmo o cocheiro - o intelecto. Assim, a pessoa precisa controlar a mente e não a poluir com o desejo intenso por prazeres sensuais. A mente precisa agir como parceira do intelecto. A fala serve à mente e a mente serve ao intelecto: esta é a maneira de produzir a Paz Suprema. E, lenta e continuamente, instrua o intelecto para se direcionar ao Atma. Fale guiado por uma mente que esteja afinada com um intelecto iluminado pelo Atma: isso conduzirá à meta suprema. 
  • A mente às vezes é caracterizada como uma serpente. Isso acontece porque ela não se move em linha reta. A mente encanta-se com estratagemas desonestos e manobras engenhosas. Ela evita o caminho reto da sinceridade e da veracidade. Mas a “mente-cobra” pode ser encantada em sua ingenuidade. Quando o encantador de serpente toca seu instrumento, a cobra balança dentro de seu cesto; assim também, a mente será influenciada pela música que emana da recitação do Nome de Deus!