quarta-feira, 18 de junho de 2014

O Nome do Senhor

“Em seu coração há o Atma Rama, o Rama que lhe conferirá a alegria eterna. Então, repita o Nome do Senhor. O Nome do Senhor é o Sol, o que pode fazer a flor de lótus florescer plenamente.”

(Sathya Sai Baba)

domingo, 18 de maio de 2014

Sai Baba e o Silêncio

  • Você sente a presença de Deus quando o silêncio reina. Na excitação e na confusão do mercado, você não pode ouvir Seu Passo. Ele é o Som Fundamental (Shabdabrahma) ressoando quando tudo mais está preenchido pelo silêncio. Por isso, insisto no silêncio, na prática de falar baixo e do mínimo som. Fale baixo, fale pouco, fale aos sussurros, de forma doce e verdadeira. 
  • É melhor que você permaneça longe das pessoas que o arrastam a distrações que o enfraquecem e atormentam. Gaste alguns minutos, de manhã e à noite, no silêncio do seu próprio lar com Deus. Esteja em Sua companhia enobrecedora e inspiradora, adore-O mentalmente, e oferte a Ele todo trabalho que você faz. Quando sair do silêncio, você será mais nobre que antes. 
  • Conserve o som, já que ele é o tesouro do elemento espaço, uma emanação do próprio Deus. A razão pode prevalecer somente quando as discussões avançam sem o levantar das vozes. O silêncio é a fala do investigador espiritual. Fala doce e macia é a expressão do amor genuíno. O ódio grita, o medo berra, a vaidade trombeteia. Mas o amor canta canções de ninar; ele suaviza e acalma. Pratique o vocabulário do amor e desaprenda a linguagem do ódio e do desprezo. 
  • O que é o silêncio (Mounam)? Não é apenas manter a boca fechada! Significa escapar da influência de todos os sentidos e estar sempre estabelecido na consciência de sua própria Realidade. Quando a mente se retira do mundo exterior a língua também se silencia. Todos os outros sentidos acompanham essa condição. Esse é o silêncio genuíno.
  • Cultive a concentração. Se sua atenção está distraída, nenhum progresso pode ser feito. No entanto, se praticar meditação em silêncio e solidão, você será capaz de estabelecer e manter o silêncio, mesmo nas mais movimentadas avenidas. Fale menos, deliberadamente pense mais e pratique o discernimento. Então você pode esvaziar a mente dos impulsos, preconceitos e preferências. Dessa maneira, você deve se esforçar para realizar sua verdadeira natureza. 
  • Efetue todos os acordos com o mínimo de fala e elimine o ruído. Não grite para as pessoas que estão longe, vá perto delas ou convide-as a se aproximar de você. Barulho é um sacrilégio no céu, assim como existem usos sacrílegos de terra e água. 
  • Consultem sua própria realidade que vocês criam ao acalmar seus sentidos e controlar sua mente; há uma voz que vocês podem ouvir nesse silêncio. O verdadeiro sinal de terem escutado a voz é seu comportamento! Uma árvore de grande porte é mantida e alimentada pelas suas pequenas raízes que mergulham na terra silenciosa. Igualmente, se vocês forem fundo no silêncio da sua consciência interior, seu florescimento espiritual está assegurado. 
  • Leve com você uma atmosfera de contemplação silenciosa, onde quer que esteja. Há alguns que vivem em um tornado perpétuo de ruído. Independentemente de estarem em uma exposição, feira, hotel, templo ou mesmo em Prashanthi Nilayam, suas línguas balançantes não param. Tais pessoas não prosseguirão muito longe no caminho rumo a Deus. Há outros que apreciam disputas e argumentos, pois nunca estão satisfeitos com fatos óbvios; eles precisam criar dúvidas onde nada existia antes e abalam a fé. Debatem se Rama é superior a Krishna, ou se Krishna é uma encarnação mais completa de Deus! Esses pensamentos também não são úteis a um aspirante espiritual. Separe o real do aparente. Procure internamente pela essência, o significado e o propósito da vida. 
  • Não entrem em discussões e disputas; aquele que clama em voz alta não compreendeu a verdade, acreditem! O silêncio é a única linguagem do realizado.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Feliz Buddha Purnima!


A lua cheia de 14 de maio marca o Buddha Purnima (Festival de Wesak).
Sathya Sai Baba foi - e continua sendo - um propagador da mensagem de Buda (bem como de todos os grandes mestres que vieram à Terra para nos impulsionar em direção à Luz).

Para sintonizar as sutis vibrações divinas, é necessário criar uma atmosfera de harmonia, paz, silêncio e amor, através da música, dos mantras, dos pensamentos elevados, da oração, da intenção correta (com foco no divino).

Que as bênçãos de Sai-Buda envolvam de forma cada vez mais forte a nossa mente, o nosso coração, o nosso ser, para que sejamos verdadeiros multiplicadores da Luz, da Fé, do Amor! 

Preparemo-nos para o Festival de Buda, meditando sobre as palavras de Bhagavan Sri Sathya Sai Baba:


  • Certa vez, alguns aspirantes se aproximaram de Buda e perguntaram se Ele tinha consciência de Deus. Buda permaneceu em silêncio. Mais tarde, Ele chamou um de Seus discípulos e lhe disse: “Filho, não há sentido em debater e argumentar sobre o desconhecido. Não se ocupe de tais questões. A Divindade não é perceptível. Ela está além da percepção humana e fora do alcance da mente ou da fala. Antes de tudo, siga a verdade e aja corretamente. Leve uma vida de não-violência. Esta é a verdadeira disciplina espiritual.  
  • A ênfase de Buda era inteiramente na pureza em cada aspecto da vida diária. Pureza na visão, pureza no pensamento, pureza na fala e pureza na ação. Ele considerou o espírito de sacrifício como a verdadeira oferta sagrada. O sacrifício é o meio para atingir o Nirvana, a liberdade do cativeiro da existência mundana. Buda era totalmente contrário ao fato de qualquer pessoa ser forçada a levar uma vida mundana contra seu desejo. 
  • A oração budista deve ser adequadamente entendida. Quando os budistas dizem “Buddham sharanam gachchaami, Dharmam sharanam gachchaami, Sangham sharanam gachchaami", o verdadeiro significado da oração é: você deve conduzir sua mente em direção à retidão. E a retidão deveria ser buscada servindo à sociedade. Quando isso é feito, a sociedade é purificada.  
  • A vida sustentada pelo alimento é curta; a vida sustentada pelo Atma é eterna. Não reivindique uma vida longa, mas uma vida divina. Não se esforce para permanecer na Terra por mais anos, mas por mais virtudes no coração. Buda conhecia a Verdade e a propagava ao mundo. Tudo é tristeza. Tudo é vazio. Tudo é efêmero e poluído. Desse modo, o homem sábio deve cumprir os deveres que lhe são atribuídos com discernimento, diligência e desprendimento. Desempenhe o papel, mas mantenha sua identidade não afetada.  
  • Nenhum Avatar (Encarnação Divina) está livre da calúnia. Mesmo o Senhor Buda precisou enfrentar a crítica de seus contemporâneos. Isso não é, de forma alguma, incomum na vida de um Avatar. Todas as causas boas também sofrem críticas. A paz e o bem resultam do trabalho dos Avatares, apesar desses ataques e impedimentos. É a qualidade dos grandes homens enfrentar obstáculos e oposição com coragem e calma. Não é fácil entender as motivações internas dos grandes homens ou os motivos e as ações dos Avatares. O princípio dos Avatares é incompreensivelmente magnífico. Comparada a ele, a capacidade do homem comum é insignificante. Como pode o átomo compreender o infinito? Pode uma formiga medir a profundidade do oceano? Impossível! Do mesmo modo, a natureza da Divindade também está além da compreensão humana.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Mahasamadhi

3º aniversário do Mahasamadhi (*23.11.1926 + 24.04.2011)

"Deus está presente em todos. Ele reside em cada coração. Então, não confine Deus a um templo, a uma mesquita ou a uma igreja. Onde o homem está, aí está Deus. Deus toma a forma do homem. Como você não compreende isso, critica os outros. Quem você critica? Quem você adora? Pergunte a si mesmo. Deus está presente em todos. Então, quando você critica os outros, isso significa se criticar. Quando ama os outros, você se ama. Se você critica os outros, critica Deus. Quem quer que você cumprimente, essa saudação alcança Deus; quem quer que você difame, também estará difamando Deus. Quando ajuda os outros, você receberá dez vezes mais ajuda. Se prejudicar os outros, você será prejudicado dez vezes mais. Tenha sempre isso em mente." 

OM JAY SAI RAM!

sábado, 8 de março de 2014

Dia Internacional da Mulher

"Trate as mulheres com o maior respeito. Ao homenagear as mulheres, você traz honra a si mesmo e à sua sociedade. Respeito pelas mulheres é a marca da verdadeira cultura."

"O Princípio Feminino é a fundação sobre a qual um mundo pacífico e feliz é erguido. Quando as mulheres são verdadeiras, valentes, amáveis e compassivas, o mundo pode ter uma era de paz e alegria."

(Sathya Sai Baba)


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Feliz Mahashivaratri 2014!


Neste ano de 2014, o Grande Festival dedicado a Shiva (Mahashivaratri), que é uma festa móvel do Hinduísmo, regida pelo calendário lunar, cairá no dia 27 de fevereiro. 

Mahashivaratri é um termo sânscrito, composto de três vocábulos: Maha + Shiva + Ratri. 
Maha: grande, importante; 
Shiva: na Trindade Hindu, é aquele que transforma; 
Ratri: noite escura.

Considerado um dos mais importantes rituais do Hinduísmo (visite nossa página "Festivais"), era na noite sagrada de Shiva, ao som dos bhajans cantados com devoção, que Bhagavan Sri Sathya Sai Baba costumava materializar o lingam, símbolo cósmico de Shiva. 

O Festival tem uma simbologia profunda, muito além da visão de um observador superficial. A Grande Noite de Shiva é um momento auspicioso onde o devoto tem oportunidade de dominar a própria mente, através de entrega, jejum e cânticos devocionais. Isto porque neste período do ano, que se situa entre fevereiro e março, o poder exercido pela lua (chamada lua negra), no último dia da minguante, é menor, em relação ao resto do ano. Daí a grande celebração. 

Na Grande Noite de Shiva, aspire por transformação, e experimente o poder dos mantras védicos acessando os links:



https://www.youtube.com/watch?v=tWNYzceTH-M

Sathya Sai Baba explica o símbolo:

  • Nós passamos muitas noites desde que nascemos, mas nem todas as noites podem ser denominadas de Shivarathri, pois tal noite gasta em meditação e no canto da glória do Nome Divino do Senhor Shiva é chamada Shivarathri. Não só essa noite, mas sempre que você também passar uma noite inteira a meditar sobre o Nome Divino, tal noite também é chamada Shivarathri. Sempre se apegue ao Nome Divino. Sempre medite no Nome Divino. Não apenas contemplação, mas Meditação com amor por Deus. Seu amor a Deus deve ser contínuo ao longo do dia e da noite e nunca deve sofrer mudança.
  • O Maha Shivaratri é dedicado à desintegração das aberrações da mente; portanto, da própria mente, mediante a autoconsagração a Shiva, Deus.
  • Shiva é reverenciado como a forma de Deus a ser adorada para a aquisição de Sabedoria (Jnana). Alertam os Vedas: “O conhecimento do Senhor é poder” (Jnana Maheswaraad Icchad).
  • Nesta noite, pratiquem contemplação sobre o Atma Linga, que é o Jyothi Linga, isto é, o símbolo da Suprema Luz da Sabedoria, e se convençam de que Shiva está no íntimo de cada um de vocês. Que tal visão ilumine a Consciência Interna de cada um.
  • Entre os festivais, o de Shivaratri tem importância excepcional. Na noite de Shivaratri, as vibrações divinas estão próximas de cada coração humano. Em tal momento, quando as pessoas estão envolvidas em tarefas sagradas, elas absorvem as vibrações divinas. 
  • A noite sagrada de Shivaratri destina-se a servir como uma ocasião sagrada para direcionar firmemente a mente em direção a Deus. Como esta noite precede o dia de lua nova, estará muito escuro em todo lugar externo enquanto o coração estará cheio do brilho divino. A luz representa a auspiciosidade. Por isso este dia é observado como Shivaratri.
  • Considere a forma que Shiva assumiu para a adoração humana. Em seu pescoço ostenta o veneno que produz holocausto (halahala) e pode destruir toda a vida num piscar de olhos. Na cabeça tem o sagrado rio Ganges, cujas águas podem curar todas as enfermidade, aqui e além. Na fronte, vê-se o “olho do fogo”. Ainda na cabeça, a fria e reconfortante lua nova. Nos pulsos, tornozelos, ombros e pescoço exibe cobras mortais, que vivem no alento vital do ar. Shiva vive no solo dos cemitérios e no lugar da cremação, no Rudrabhumi, isto é, na terra de Shiva ou Rudra. O lugar não é uma área de pavor. É uma área auspiciosa porque todos têm de lá encerrar suas vidas, na extinção desta existência. Shiva está lhe ensinando que a morte não pode ser evitada nem mesmo temida, mas, ao contrário, deve ser encarada alegre e corajosamente.
  • Quando você compreender “Eu sou Shiva” (Shivoham), então você terá toda felicidade, toda auspiciosidade que existe. Shiva não deve ser procurado no pico de cordilheira de montanhas distantes ou em algum outro lugar especial. Você deve ter ouvido que pecado e mérito são próprios dos atos que os homens fazem; igualmente, Shiva é inerente a cada pensamento, palavra e ação, pois Ele é a energia, a força, a inteligência que está por trás de cada um deles.
  • Recite o Nome de Shiva e se salve. Você é a personificação da verdade, da bondade e da beleza. Contudo, você perdeu a chave que o ajuda a alcançar a fonte. Essa chave está no reino de sua consciência interior. Assim, abandone a procura por ela na área dos objetos materiais, no mundo exterior.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Sai Baba e o Sentido da Morte



  • Tudo que nasce tem que morrer. Mas você pode escapar da morte não nascendo novamente. Quando você compreende que é o Atma (centelha da divindade) ilimitado, você não está mais sujeito à limitação do nascimento. Este é o segredo. Como este conhecimento é adquirido? Ele é o resultado de um longo processo de refinamento e  purificação das emoções e dos impulsos. Você pode fazer a mais rigorosa repetição do Nome de Deus, ou se submeter à provação das austeridades, mas, se você não for virtuoso, tudo isso é um puro desperdício. 
  • Assim como uma gota de água numa folha de lótus desaparece num abrir e fechar de olhos, nós deveríamos saber que nossa vida é transitória e desaparecerá num abrir e fechar de olhos. O mundo está cheio de dor, o corpo humano está cheio de doença e nossa vida está cheia de pensamentos turbulentos. Sob estas circunstâncias, é possível viver de uma maneira serena somente seguindo o caminho Divino e superando todos os nossos apegos mundanos. 
  • A vida humana é uma viagem do "Eu" ao "Nós". Esta viagem é sutil e a meta é muito próxima, mas o homem leva muitos nascimentos para alcançar o destino. Assim como você muda sua roupa, você também tem que mudar seu corpo, um dia ou outro. Esta é a razão de se dizer que "a morte é a vestimenta da vida". Aquilo que é responsável pelo nascimento é responsável, também, pela morte. Este corpo é como uma nuvem passageira. Enquanto houver vida no corpo, use-a no serviço aos outros. Empenhe-se no serviço até a última respiração. O serviço ao homem é serviço a Deus. Tenha controle sobre seus sentidos; sem esta disciplina, todo seu serviço será inútil. 
  • Aqueles que têm o desejo interior por atingir a sabedoria mais elevada, que confere libertação, devem, portanto, refletir e investigar o fenômeno da morte. A morte não deve despertar medo. Não deve ser considerada como mau agouro. Você não deve fugir do problema, imaginando que a morte só acontece aos outros e que não acontecerá a você. Você também não deveria adiar a reflexão sobre a morte, julgando que tal reflexão é inadequada agora, e inútil. Pois, a investigação sobre a morte é realmente a investigação sobre sua própria Realidade. Essa verdade deve ser reconhecida. 
  • O que significa nascimento e morte? Assumir um corpo é nascimento e abandonar o mesmo é morte. É por causa da ilusão que o homem experimenta as dualidades de nascimento e morte. Quando inalamos com o som ‘So’, o princípio vital entra em nosso corpo e, quando exalamos ‘Ham’, ele sai. A cada momento, esse processo de inalação e exalação nos lembra nossa Divindade inerente: ‘So-Ham’ (Eu sou Deus). Enquanto houver o princípio vital, o corpo é considerado auspicioso; quando o princípio vital for interrompido, o corpo torna-se um cadáver. O nascimento e a morte estão – ambos - relacionados ao corpo, e não ao princípio vital. O homem experimenta o nascimento e a morte por causa do seu apego ao corpo. Ele será libertado do ciclo de nascimento e morte somente quando abandonar o apego ao corpo e se entregar completamente à Vontade de Deus. 
  • A contemplação da morte é o próprio fundamento da disciplina espiritual. Sem isso, você está fadado a cair na falsidade, perseguindo objetos de prazer dos sentidos e tentando acumular riquezas mundanas. A morte não é uma calamidade ameaçadora. É um passo para o brilho auspicioso além. É inevitável, não pode ser subornada ou suspensa por certificados de boa conduta ou depoimentos dos grandes. Uma vez que se nasce, a morte é inevitável. Você deve executar ações que não produzam más consequências. Envolva-se, todos os dias, em todas as atividades como uma oferenda a Deus. Então você não precisa nascer indefinidamente e pode escapar da morte. Essa investigação é a essência do caminho espiritual e irá ajudá-lo a alcançar a imortalidade. 
  • O corpo está sujeito à destruição, cedo ou tarde. Todo mundo está consciente disso. No entanto, todos ficam apreensivos com a morte; ninguém anseia enfrentar o último momento. Tudo o que nasce tem que morrer um dia - a morte é inevitável e incontornável! Para desvendar o código para essa experiência paradoxal, pergunte assim: O que é que se encontra com a morte? O que se vai e o que permanece? A resposta: é o corpo que expira e perece. O que não perece é o Atma. Você se ilude em pensar que é o Atma ou "você" que morre; isto é incorreto. O Atma (Eu Superior) não tem nada a ver com morte ou nascimento. Ele é eterno, verdadeiro e puro. Perceba e lembre-se que você é o Atma eterno, verdadeiro e puro - você não é o corpo.